{"id":1709,"date":"2026-10-28T10:12:46","date_gmt":"2026-10-28T09:12:46","guid":{"rendered":"https:\/\/coreondu.world\/?p=1709"},"modified":"2026-10-28T10:12:47","modified_gmt":"2026-10-28T09:12:47","slug":"la-nueva-escena-de-la-musica-africana-del-talento-local-a-las-audiencias-globales","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/coreondu.world\/pt\/la-nueva-escena-de-la-musica-africana-del-talento-local-a-las-audiencias-globales\/","title":{"rendered":"O novo panorama da m\u00fasica africana: do talento local aos p\u00fablicos globais"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">O crescimento do streaming, a expans\u00e3o das plataformas digitais e a proje\u00e7\u00e3o internacional de g\u00e9neros como o afrobeats est\u00e3o a transformar a ind\u00fastria musical africana. Em 2025, as receitas da m\u00fasica gravada na \u00c1frica Subsariana aumentaram 15,2 %, segundo a IFPI, num contexto de crescente interliga\u00e7\u00e3o entre artistas, mercados e p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A m\u00fasica africana vem, h\u00e1 anos, a ampliar a sua presen\u00e7a nos circuitos internacionais. G\u00e9neros como o afrobeats, o amapiano e o afrohouse t\u00eam conquistado novos p\u00fablicos, enquanto artistas de diferentes pa\u00edses colaboram com figuras da ind\u00fastria global e participam em festivais e eventos internacionais. Este crescimento n\u00e3o se deve apenas a uma tend\u00eancia cultural: reflete tamb\u00e9m uma transforma\u00e7\u00e3o na forma de produzir, distribuir e consumir m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <em>Relat\u00f3rio Global da M\u00fasica 2026<\/em>, publicado pela Federa\u00e7\u00e3o Internacional da Ind\u00fastria Fonogr\u00e1fica (IFPI), confirma esta evolu\u00e7\u00e3o. De acordo com os seus dados, as receitas da m\u00fasica gravada na \u00c1frica Subsariana cresceram 15,2 % em 2025, atingindo os 120 milh\u00f5es de d\u00f3lares. Trata-se de um dos maiores aumentos regionais registados nesse ano, num mercado global que cresceu 6,4 %.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a \u00c1frica do Sul continue a concentrar a maior parte das receitas da regi\u00e3o \u2014 78,1 % do total \u2014, o crescimento reflete o dinamismo de um setor em que as plataformas digitais est\u00e3o a abrir novas vias de acesso \u00e0 m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>O streaming muda as regras do jogo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A expans\u00e3o do streaming alterou profundamente a rela\u00e7\u00e3o entre artistas e ouvintes. As plataformas digitais permitem que uma can\u00e7\u00e3o chegue a p\u00fablicos de diferentes pa\u00edses sem depender exclusivamente da distribui\u00e7\u00e3o f\u00edsica ou dos canais tradicionais de promo\u00e7\u00e3o. Para muitos m\u00fasicos, isto representa uma oportunidade para construir comunidades internacionais e estabelecer liga\u00e7\u00f5es com p\u00fablicos que antes eram dif\u00edceis de alcan\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A n\u00edvel mundial, as receitas provenientes das subscri\u00e7\u00f5es pagas de streaming cresceram 8,8 % em 2025 e representaram 52,4 % das receitas globais da m\u00fasica gravada, de acordo com a IFPI. O relat\u00f3rio regista 837 milh\u00f5es de utilizadores de contas de subscri\u00e7\u00e3o paga, um n\u00famero que ilustra a dimens\u00e3o desta mudan\u00e7a nos h\u00e1bitos de consumo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em \u00c1frica, esta transforma\u00e7\u00e3o coexiste com diferen\u00e7as significativas entre os mercados. A conectividade, o custo dos dados m\u00f3veis, os sistemas de pagamento e o acesso a servi\u00e7os digitais continuam a condicionar a expans\u00e3o das plataformas. Al\u00e9m disso, o crescimento do n\u00famero de reprodu\u00e7\u00f5es n\u00e3o se traduz automaticamente em receitas suficientes para todos os artistas, especialmente aqueles que trabalham de forma independente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, o desenvolvimento da ind\u00fastria requer mais do que apenas visibilidade internacional: necessita tamb\u00e9m de estruturas de gest\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o de direitos, investimento e modelos de remunera\u00e7\u00e3o que permitam aos criadores beneficiar do alcance da sua m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>Uma identidade sonora que viaja pelo mundo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sucesso internacional da m\u00fasica africana est\u00e1 tamb\u00e9m relacionado com a sua capacidade de dialogar com outras cenas musicais sem perder as suas refer\u00eancias culturais. O afrobeats nigeriano, o amapiano sul-africano ou as diversas correntes da m\u00fasica urbana angolana mostram como os sons locais podem transformar-se atrav\u00e9s de colabora\u00e7\u00f5es, novas produ\u00e7\u00f5es e comunidades digitais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As redes sociais desempenham um papel fundamental neste processo. Os v\u00eddeos curtos, os desafios de dan\u00e7a e a divulga\u00e7\u00e3o de excertos musicais podem transformar uma can\u00e7\u00e3o num fen\u00f3meno internacional e despertar o interesse por artistas que n\u00e3o fazem parte dos circuitos tradicionais de promo\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, as colabora\u00e7\u00f5es entre m\u00fasicos de diferentes pa\u00edses contribuem para ampliar os interc\u00e2mbios culturais e criar novos p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este movimento est\u00e1 tamb\u00e9m a impulsionar um debate sobre a representa\u00e7\u00e3o e o reconhecimento dos criadores africanos na ind\u00fastria global. A crescente popularidade dos seus sons levanta a necessidade de garantir que os artistas e profissionais locais participem de forma mais direta nos benef\u00edcios econ\u00f3micos decorrentes da sua expans\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A m\u00fasica africana n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f3meno homog\u00e9neo nem uma tend\u00eancia comercial \u00fanica. \u00c9 um conjunto de cen\u00e1rios diversos, com hist\u00f3rias, l\u00ednguas e tradi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, que est\u00e3o a encontrar novas formas de se interligarem. O seu crescimento demonstra que a internacionaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem necessariamente de implicar a perda de identidade: pode tamb\u00e9m ser uma oportunidade para que mais vozes sejam ouvidas e para que as ind\u00fastrias criativas do continente consolidem a sua presen\u00e7a no panorama global.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O crescimento do streaming, a expans\u00e3o das plataformas digitais e a proje\u00e7\u00e3o internacional de g\u00e9neros como o afrobeats est\u00e3o a transformar a ind\u00fastria musical africana. Em 2025, as receitas da m\u00fasica gravada na \u00c1frica Subsariana aumentaram 15,2 %, segundo a IFPI, num contexto de crescente interliga\u00e7\u00e3o entre artistas, mercados e p\u00fablicos. A m\u00fasica africana vem, h\u00e1 anos, a ampliar a sua presen\u00e7a nos circuitos internacionais. G\u00e9neros como o afrobeats, o amapiano e o afrohouse conquistaram novos p\u00fablicos, enquanto artistas de diferentes pa\u00edses colaboram com figuras da ind\u00fastria global e participam em festivais e eventos internacionais. Este crescimento n\u00e3o se deve apenas a uma tend\u00eancia cultural: reflete tamb\u00e9m uma transforma\u00e7\u00e3o na forma de produzir, distribuir e consumir m\u00fasica. O Global Music Report 2026, publicado pela Federa\u00e7\u00e3o Internacional da Ind\u00fastria Fonogr\u00e1fica (IFPI), confirma esta evolu\u00e7\u00e3o. De acordo com os seus dados, as receitas da m\u00fasica gravada na \u00c1frica Subsariana cresceram 15,2 % em 2025, atingindo os 120 milh\u00f5es de d\u00f3lares. Trata-se de um dos maiores aumentos regionais registados nesse ano, num mercado global que cresceu 6,4 %. Embora a \u00c1frica do Sul continue a concentrar a maior parte das receitas da regi\u00e3o \u2014 78,1 % do total \u2014, o crescimento reflete o dinamismo de um setor em que as plataformas digitais est\u00e3o a abrir novas vias de acesso \u00e0 m\u00fasica. O streaming muda as regras do jogo A expans\u00e3o do streaming alterou profundamente a rela\u00e7\u00e3o entre artistas e ouvintes. As plataformas digitais permitem que uma can\u00e7\u00e3o chegue a p\u00fablicos de diferentes pa\u00edses sem depender exclusivamente da distribui\u00e7\u00e3o f\u00edsica ou dos canais tradicionais de promo\u00e7\u00e3o. Para muitos m\u00fasicos, isto representa uma oportunidade para construir comunidades internacionais e estabelecer liga\u00e7\u00f5es com p\u00fablicos que antes eram dif\u00edceis de alcan\u00e7ar. \u00c0 escala mundial, as receitas provenientes das subscri\u00e7\u00f5es pagas de streaming cresceram 8,8 % em 2025 e representaram 52,4 % das receitas globais da m\u00fasica gravada, de acordo com a IFPI. O relat\u00f3rio regista 837 milh\u00f5es de utilizadores de contas de subscri\u00e7\u00e3o paga, um n\u00famero que ilustra a dimens\u00e3o desta mudan\u00e7a nos h\u00e1bitos de consumo. Em \u00c1frica, esta transforma\u00e7\u00e3o coexiste com diferen\u00e7as significativas entre os mercados. A conectividade, o custo dos dados m\u00f3veis, os sistemas de pagamento e o acesso a servi\u00e7os digitais continuam a condicionar a expans\u00e3o das plataformas. Al\u00e9m disso, o crescimento das reprodu\u00e7\u00f5es n\u00e3o se traduz automaticamente em receitas suficientes para todos os artistas, especialmente aqueles que trabalham de forma independente. Por isso, o desenvolvimento da ind\u00fastria requer mais do que apenas visibilidade internacional: necessita tamb\u00e9m de estruturas de gest\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o de direitos, investimento e modelos de remunera\u00e7\u00e3o que permitam aos criadores beneficiar do alcance da sua m\u00fasica. Uma identidade sonora que viaja pelo mundo O sucesso internacional da m\u00fasica africana est\u00e1 tamb\u00e9m relacionado com a sua capacidade de dialogar com outras cenas musicais sem perder as suas refer\u00eancias culturais. O afrobeats nigeriano, o amapiano sul-africano ou as diversas correntes da m\u00fasica urbana angolana mostram como os sons locais podem transformar-se atrav\u00e9s de colabora\u00e7\u00f5es, novas produ\u00e7\u00f5es e comunidades digitais. As redes sociais desempenham um papel fundamental neste processo. Os v\u00eddeos curtos, os desafios de dan\u00e7a e a circula\u00e7\u00e3o de excertos musicais podem transformar uma can\u00e7\u00e3o num fen\u00f3meno internacional e despertar o interesse por artistas que n\u00e3o fazem parte dos circuitos tradicionais de promo\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, as colabora\u00e7\u00f5es entre m\u00fasicos de diferentes pa\u00edses contribuem para ampliar os interc\u00e2mbios culturais e criar novos p\u00fablicos. Este movimento est\u00e1 tamb\u00e9m a impulsionar um debate sobre a representa\u00e7\u00e3o e o reconhecimento dos criadores africanos no seio da ind\u00fastria global. A crescente popularidade dos seus sons levanta a necessidade de garantir que os artistas e profissionais locais participem de forma mais direta nos benef\u00edcios econ\u00f3micos da sua expans\u00e3o. A m\u00fasica africana n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f3meno homog\u00e9neo nem uma tend\u00eancia comercial \u00fanica. \u00c9 um conjunto de cen\u00e1rios diversos, com hist\u00f3rias, l\u00ednguas e tradi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, que est\u00e3o a encontrar novas formas de se interligarem. O seu crescimento demonstra que a internacionaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem de implicar a perda de identidade: pode tamb\u00e9m ser uma oportunidade para que mais vozes sejam ouvidas e para que as ind\u00fastrias criativas do continente consolidem a sua presen\u00e7a no panorama global.<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":1710,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[45,11],"tags":[],"class_list":["post-1709","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-its-happening","category-we-du"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>La nueva escena de la m\u00fasica africana: del talento local a las audiencias globales - Coreon Du<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/coreondu.world\/pt\/la-nueva-escena-de-la-musica-africana-del-talento-local-a-las-audiencias-globales\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"La nueva escena de la m\u00fasica africana: del talento local a las audiencias globales - Coreon Du\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"El crecimiento del streaming, la expansi\u00f3n de las plataformas digitales y la proyecci\u00f3n internacional de g\u00e9neros como el afrobeats est\u00e1n transformando la industria musical africana. En 2025, los ingresos de la m\u00fasica grabada en \u00c1frica subsahariana aumentaron un 15,2 %, seg\u00fan IFPI, en un contexto de creciente conexi\u00f3n entre artistas, mercados y audiencias. La m\u00fasica africana lleva a\u00f1os ampliando su presencia en los circuitos internacionales. G\u00e9neros como el afrobeats, el amapiano y el afrohouse han encontrado nuevos p\u00fablicos, mientras artistas de distintos pa\u00edses colaboran con figuras de la industria global y participan en festivales y eventos internacionales. Este crecimiento no responde \u00fanicamente a una tendencia cultural: tambi\u00e9n refleja una transformaci\u00f3n en la manera de producir, distribuir y consumir m\u00fasica. El Global Music Report 2026, publicado por la Federaci\u00f3n Internacional de la Industria Fonogr\u00e1fica (IFPI), confirma esta evoluci\u00f3n. Seg\u00fan sus datos, los ingresos de la m\u00fasica grabada en \u00c1frica subsahariana crecieron un 15,2 % en 2025, hasta alcanzar los 120 millones de d\u00f3lares. Se trata de uno de los mayores incrementos regionales registrados ese a\u00f1o, en un mercado global que creci\u00f3 un 6,4 %. Aunque Sud\u00e1frica contin\u00faa concentrando la mayor parte de los ingresos de la regi\u00f3n -el 78,1 % del total-, el crecimiento refleja el dinamismo de un sector en el que las plataformas digitales est\u00e1n abriendo nuevas v\u00edas de acceso a la m\u00fasica. El streaming cambia las reglas del juego La expansi\u00f3n del streaming ha modificado profundamente la relaci\u00f3n entre artistas y oyentes. Las plataformas digitales permiten que una canci\u00f3n llegue a p\u00fablicos de distintos pa\u00edses sin depender exclusivamente de la distribuci\u00f3n f\u00edsica o de los canales tradicionales de promoci\u00f3n. Para muchos m\u00fasicos, esto supone una oportunidad para construir comunidades internacionales y conectar con audiencias que antes resultaban dif\u00edciles de alcanzar. A escala mundial, los ingresos procedentes de las suscripciones de pago al streaming crecieron un 8,8 % en 2025 y representaron el 52,4 % de los ingresos globales de la m\u00fasica grabada, seg\u00fan IFPI. El informe contabiliza 837 millones de usuarios de cuentas de suscripci\u00f3n de pago, una cifra que ilustra la dimensi\u00f3n de este cambio en los h\u00e1bitos de consumo. En \u00c1frica, esta transformaci\u00f3n convive con importantes diferencias entre mercados. La conectividad, el coste de los datos m\u00f3viles, los sistemas de pago y el acceso a servicios digitales siguen condicionando la expansi\u00f3n de las plataformas. Adem\u00e1s, el crecimiento de las reproducciones no se traduce autom\u00e1ticamente en ingresos suficientes para todos los artistas, especialmente aquellos que trabajan de manera independiente. Por ello, el desarrollo de la industria requiere algo m\u00e1s que visibilidad internacional: tambi\u00e9n necesita estructuras de gesti\u00f3n, protecci\u00f3n de derechos, inversi\u00f3n y modelos de remuneraci\u00f3n que permitan a los creadores beneficiarse del alcance de su m\u00fasica. Una identidad sonora que viaja por el mundo El \u00e9xito internacional de la m\u00fasica africana tambi\u00e9n est\u00e1 relacionado con su capacidad para dialogar con otras escenas sin perder sus referencias culturales. El afrobeats nigeriano, el amapiano sudafricano o las distintas corrientes de m\u00fasica urbana angole\u00f1a muestran c\u00f3mo los sonidos locales pueden transformarse a trav\u00e9s de colaboraciones, nuevas producciones y comunidades digitales. Las redes sociales desempe\u00f1an un papel fundamental en este proceso. Los v\u00eddeos cortos, los retos de baile y la circulaci\u00f3n de fragmentos musicales pueden convertir una canci\u00f3n en un fen\u00f3meno internacional y generar inter\u00e9s por artistas que no forman parte de los circuitos tradicionales de promoci\u00f3n. Al mismo tiempo, las colaboraciones entre m\u00fasicos de diferentes pa\u00edses contribuyen a ampliar los intercambios culturales y a crear nuevas audiencias. Este movimiento tambi\u00e9n est\u00e1 impulsando una conversaci\u00f3n sobre la representaci\u00f3n y el reconocimiento de los creadores africanos dentro de la industria global. La creciente popularidad de sus sonidos plantea la necesidad de garantizar que los artistas y profesionales locales participen de manera m\u00e1s directa en los beneficios econ\u00f3micos de su expansi\u00f3n. La m\u00fasica africana no es un fen\u00f3meno homog\u00e9neo ni una \u00fanica tendencia comercial. Es un conjunto de escenas diversas, con historias, lenguas y tradiciones propias, que est\u00e1n encontrando nuevas formas de conectarse. Su crecimiento demuestra que la internacionalizaci\u00f3n no tiene por qu\u00e9 implicar la p\u00e9rdida de identidad: tambi\u00e9n puede ser una oportunidad para que m\u00e1s voces sean escuchadas y para que las industrias creativas del continente consoliden su presencia en el panorama global.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/coreondu.world\/pt\/la-nueva-escena-de-la-musica-africana-del-talento-local-a-las-audiencias-globales\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Coreon Du\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/CoreonDuOficial\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-10-28T09:12:46+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-10-28T09:12:47+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/coreondu.world\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Diseno-sin-titulo-41-1024x1024.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1024\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1024\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"cdadmin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"cdadmin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"4 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/coreondu.world\\\/la-nueva-escena-de-la-musica-africana-del-talento-local-a-las-audiencias-globales\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/coreondu.world\\\/la-nueva-escena-de-la-musica-africana-del-talento-local-a-las-audiencias-globales\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"cdadmin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/coreondu.world\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/691e58ff59f3edb49ddce067d4d272f5\"},\"headline\":\"La nueva escena de la m\u00fasica africana: del talento local a las audiencias globales\",\"datePublished\":\"2026-10-28T09:12:46+00:00\",\"dateModified\":\"2026-10-28T09:12:47+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/coreondu.world\\\/la-nueva-escena-de-la-musica-africana-del-talento-local-a-las-audiencias-globales\\\/\"},\"wordCount\":782,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/coreondu.world\\\/la-nueva-escena-de-la-musica-africana-del-talento-local-a-las-audiencias-globales\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/coreondu.world\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/10\\\/Diseno-sin-titulo-41.png\",\"articleSection\":[\"Its Happening\",\"we d\u00fa\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/coreondu.world\\\/la-nueva-escena-de-la-musica-africana-del-talento-local-a-las-audiencias-globales\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/coreondu.world\\\/la-nueva-escena-de-la-musica-africana-del-talento-local-a-las-audiencias-globales\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/coreondu.world\\\/la-nueva-escena-de-la-musica-africana-del-talento-local-a-las-audiencias-globales\\\/\",\"name\":\"La nueva escena de la m\u00fasica africana: del talento local a las audiencias globales - 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En 2025, los ingresos de la m\u00fasica grabada en \u00c1frica subsahariana aumentaron un 15,2 %, seg\u00fan IFPI, en un contexto de creciente conexi\u00f3n entre artistas, mercados y audiencias. La m\u00fasica africana lleva a\u00f1os ampliando su presencia en los circuitos internacionales. G\u00e9neros como el afrobeats, el amapiano y el afrohouse han encontrado nuevos p\u00fablicos, mientras artistas de distintos pa\u00edses colaboran con figuras de la industria global y participan en festivales y eventos internacionales. Este crecimiento no responde \u00fanicamente a una tendencia cultural: tambi\u00e9n refleja una transformaci\u00f3n en la manera de producir, distribuir y consumir m\u00fasica. El Global Music Report 2026, publicado por la Federaci\u00f3n Internacional de la Industria Fonogr\u00e1fica (IFPI), confirma esta evoluci\u00f3n. Seg\u00fan sus datos, los ingresos de la m\u00fasica grabada en \u00c1frica subsahariana crecieron un 15,2 % en 2025, hasta alcanzar los 120 millones de d\u00f3lares. Se trata de uno de los mayores incrementos regionales registrados ese a\u00f1o, en un mercado global que creci\u00f3 un 6,4 %. Aunque Sud\u00e1frica contin\u00faa concentrando la mayor parte de los ingresos de la regi\u00f3n -el 78,1 % del total-, el crecimiento refleja el dinamismo de un sector en el que las plataformas digitales est\u00e1n abriendo nuevas v\u00edas de acceso a la m\u00fasica. El streaming cambia las reglas del juego La expansi\u00f3n del streaming ha modificado profundamente la relaci\u00f3n entre artistas y oyentes. Las plataformas digitales permiten que una canci\u00f3n llegue a p\u00fablicos de distintos pa\u00edses sin depender exclusivamente de la distribuci\u00f3n f\u00edsica o de los canales tradicionales de promoci\u00f3n. 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